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BRT, é a sua vez!

A união de sistema inteligente com infraestrutura diferenciada e moderna torna o BRT a solução para o transporte de massa nas cidades e para o caos no trânsito

O maior desafio da mobilidade urbana hoje no Brasil é retirar o excesso de carros e motos das vias dos grandes centros. O transporte individual disputa o espaço público de forma desleal com o transporte coletivo: ocupa mais de 60% das vias públicas e é responsável pelo deslocamento de menos de 20% da população. Os resultados são longos congestionamentos e um serviço de ônibus precário.

Mudar esse quadro não requer somente mudança na cultura da classe média brasileira. A atitude de deixar o carro em casa para ir ao trabalho exige do cidadão muita confiança no sistema de transporte. Na visão dele, um sistema competitivo com o automóvel é aquele que consegue apresentar vantagens similares quanto ao tempo total de viagem, ao conforto, ao custo e à conveniência.

E essa é a principal vantagem dos sistemas BRT (bus rapid transit): a baixos custos, é possível surpreender a todas essas expectativas ideais do passageiro e ainda racionalizar o trânsito. A NTU defende a implementação desse tipo de serviço nas cidades brasileiras pela garantia de eficiência e qualidade que ele oferece.

Novo conceito de transporte

Ao se implementar um BRT compra-se um conceito. Não se trata apenas de ônibus novos e modernos em uma via segregada. O BRT é um sistema de alto desempenho em que os principais atributos estão nos baixos tempos de espera e rapidez no deslocamento dos usuários, o que exige uma combinação de velocidades operacionais elevadas com serviços frequentes e constantes.

“O BRT oferece uma forte identidade à comunidade ao agregrar uma série de elementos físicos e operacionais que antes eram exclusivos de sistemas sobre trilhos. É uma integração de infraestrutura adequada com sistemas inteligentes”, ressalta Otávio Cunha, presidente da NTU.

O sistema eletrônico de cobrança de tarifa é um dos elementos mais importantes do sistema de BRT. A tecnologia possibilita o embarque e desembarque rápidos e a adoção de políticas de integração tarifária entre diferentes serviços e modos de transporte. Além disso, a integração pode acontecer em todas as estações ao longo do corredor.

A cobrança tarifária fora dos veículos e os embarques em nível também são fatores fundamentais para diminuir os tempos de parada nas plataformas. Essa otimização do tempo resulta em velocidade operacional maior do que a alcançada por ônibus convencionais em faixas dedicadas.Sistemas de controle on-line possibilitam a manutenção dos intervalos de tempo entre veículos, o que reduz os tempos de espera dos passageiros e traz maior confiabilidade no serviço.

O sistema BRT é considerado a melhor opção para a mobilidade urbana porque se encaixa como a solução mais barata, rápida e moderna para todos os desafios das grandes cidades. A Volvo elencou os principais desafios do trânsito em massa. As soluções se encaixam perfeitamente no que o BRT tem a oferecer:

A concepção modular das estações permite a sua implantação gradual de acordo com o aumento da demanda devido à expansão do sistema, garantindo a manutenção do nível de serviço aos usuários. Os terminais e estações de integração são posicionados em pontos estratégicos na rede de transportes possibilitando a integração física e tarifária entre diferentes serviços, fundamentais para a operação de um sistema troncoalimentado.

Tecnologia e alta capacidade

Um sistema de alta capacidade como o BRT exige um Centro de Controle Operacional que realize o monitoramento contínuo da frota para a garantia da segurança e confiabilidade da operação.

Dentre as funções do centro estão o monitoramento da frota via GPS, controle da regularidade e pontualidade na operação, registro da velocidade operacional média dos corredores em tempo real, fornecimento de dados para reprogramação e planejamento operacional, e outros.

Outro fator que diferencia o BRT dos outros modais é a flexibilidade da oferta. O BRT pode começar com uma operação mínima, de 3 mil passageiros/hora, e comportar uma demanda de até 45 mil passageiros por hora e por sentido. Os sistemas vão se adequando conforme a demanda de uma determinada região, aumentando o número e tamanho dos veículos, os módulos das estações e a quantidade de faixas de circulação.

Dentro do contexto de mobilidade urbana, é imprescindível que qualquer sistema de transporte coletivo se integre com os demais modos de forma a constituir uma rede multimodal de transportes.

Essa integração depende de uma política tarifária integrada bem como de dispositivos que permitam ao usuário uma transferência rápida, confortável e segura. O BRT se adapta muito bem a essa concepção de rede integrada por operar no conceito tronco-alimentar.

 

Autor: NTU

NTU URBANO Edição N° 155 - Julho/2010

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