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PAC da Mobilidade Urbana prioriza projetos de BRT

 

Uma mobilidade eficiente, de qualidade e totalmente viável em questão de tempo e recursos é a prioridade do governo federal nos investimentos para a Copa de 2014, no Brasil. Vinte projetos de BRT (Bus Rapid Transit) serão financiados pelo PAC da Mobilidade Urbana. Os sistemas de transporte rápido por ônibus foram escolhidos por nove das 12 cidades-sede do Mundial.O governo federal vai fi nanciar R$ 7,68 bilhões com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que, somados às contrapartidas estaduais e municipais, totalizam R$ 11,47 bilhões em investimentos em transporte público.A verba do PAC será repassada por meio do Pró-Transporte, um programa do Ministério das Cidades.


De acordo com as justificativas dos investimentos, o governo priorizou projetos que pudessem ser concluídos de acordo com os cronogramas estabelecidos pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). Foram considerados ainda os benefícios que os projetos trarão para as cidades após a realização dos jogos.

SOLUÇÃO COMPLETA
“A definição do orçamento veio em ótimo momento. Já estamos a apenas quatro anos do mundial e é necessário que as obras já tenham o seu andamento iniciado. Com isso, a implantação ocorrerá de forma ordenada e os prazos serão cumpridos”, diz Marcos Bicalho dos Santos,diretor superintendente da NTU.

Para a NTU, a opção da maioria das cidades-sede da Copa pelo BRT é positiva, principalmente,porque a sua implementação é rápida, levando de 24 a 36 meses. Além disso, a solução é mais barata, se comparada às outras modalidades de transporte, como o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e o metrô.

Entre as principais vantagens do sistema, estão o uso de estações fechadas e mais organizadas,qualidade dos serviços, novas opções de viagens e veículos com maior capacidade. Geralmente,um ônibus biarticulado de 25 metros é capaz de comportar 270 passageiros. “A utilização do BRT representa uma solução completa para mobilidade nos centros urbanos. Os serviços ficam melhores e os usuários passam a confi ar mais no transporte coletivo”, explica Bicalho.


INVESTIMENTOS
Em Belo Horizonte, serão construídas seis linhas de BRT, ao custo de R$ 783,3 milhões. Mais R$ 210 milhões serão empregados em obras viárias e R$ 30 milhões na ampliação da central de controle de tráfego.

No Rio de Janeiro, o governo federal vai investir R$ 1,19 bilhão na implantação de um BRT entre a Penha e a Barra da Tijuca. São Paulo terá investimentos de R$ 1,082 bilhão em monorail.

No Sul, R$ 44,6 milhões serão destinados aos projetos de mobilidade urbana de Curitiba. Em Porto Alegre, investimentos de R$ 368,6 milhões
incluirão corredores para ônibus, duas linhas de BRT e sistemas de monitoramento de tráfego.

Já no Nordeste os recursos somam quase R$ 2 bilhões. São R$ 648 milhões destinados a corredores expressos, BRT e terminal
de ônibus no Recife. Natal contará com R$ 360,98 milhões para acesso ao aeroporto,corredores e obras viárias. Cerca de R$ 414 milhões vão para construção de VLT, BRT, corredor expresso e estações de metrô em Fortaleza e R$ 541,8 milhões para o BRT de Salvador.

No Centro-Oeste, a linha VLT de Brasília ligará o Aeroporto Juscelino Kubitschek ao terminal Asa Sul e obras viárias vão facilitar o acesso aeroporto, com um total de R$361 milhões. Já em Cuiabá serão gastos R$ 454,7 milhões para implantação de duas linhas de BRT e construção de corredor.

A única cidade-sede da região Norte, Manaus receberá R$ 800 milhões para um trem suspenso do norte ao centro da cidade e a implantação de BRT ligando o leste e o centro da capital.

 Fonte: NTUrbano

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